Introdução

As Florestas promovem a manutenção da biodiversidade, libertam oxigênio, armazenam o dióxido de carbono, moderam as temperaturas, facilitam a infiltração de água no solo, fixam o solo e impedem a erosão. Estes serviços prestados pelo ecossistema constituíem uma externalidade positiva da Floresta.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Incêndios Florestais‏



Este trabalho é outro dos projetos da nossa turma.
Esperamos que gostem!


Florestas Mediterranêas


Floresta Mediterrânica


Um dos valores de conservação mais importantes da Eco região Mediterrânica, é a sua diversidade floristica apenas ultrapassada pela Amazónia.


Os ecossistemas florestais do Mediterrâneo possuem:



§               25.000 Espécies de plantas,50% das quais são endémicas, representando cerca de 8% da flora mundial em apenas 1,8% da superfície terrestre.


      A floresta mediterrânica é um sistema marcado pela intervenção humana que, desde há milhares de anos, foi alterando e moldando a floresta em seu benefício, aproveitando os seus produtos e serviços ambientais.


     Atualmente, a floresta Portuguesa ocupa cerca de 3,4 milhões de hectares, o equivalente a um volume de 67 milhões de m3 de pinho, 41 milhões de m3 de eucalipto e uma produção média anual de 120.000 toneladas de cortiça.


     A mancha mediterrânica de Portugal - que se estende maioritariamente a sul do Tejo - ostenta um património florestal muito importante. É uma paisagem na maior parte dominada pelo sobreiro, uma mais-valia do país no plano florestal que alberga espécies raríssimas como o Lince Ibérico e a Águia Imperial.


Apesar das diminutas dimensões do território nacional, Portugal é o país do Mediterrâneo e, na verdade do mundo, com a maior área de sobro e a maior produção industrial de cortiça.


       Os bosques e montados de sobreiro (Quercus suber) e azinheira (Quercus rotundifolia) são Classificados pelo Anexo I da Directiva Habitats. A razão da sua relevância do ponto de vista da conservação está no facto destes sistemas serem importantes suportes de biodiversidade e reguladores de serviços ambientais.

Hotspot de Biodiversidade                                                                                                         

      Os Montados são o ecossistema mais importante para a conservação da Biodiversidade florística, atingindo densidades de 135 espécies de plantas por 1000 m2.




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Castanheiro


Castanheiro



Geral: É uma árvore de grandes dimensões que atinge 20 a 30 metros de altura (por vezes mais) e de folha caduca. O porte é geralmente imponente com um tronco espesso e uma copa semiesférica, mais ou menos alongada. O tronco é liso nos primeiros dez-quinze anos, mas a casca rapidamente se fendilha criando linhas pouco profundas que, com o envelhecimento das árvores, faz com que o tronco mais pareça estar torcido.Até aos 50 a 60 anos de idade, o seu crescimento é bastante rápido, diminuindo depois a sua intensidade até ao fim da vida.

Tipos:Existem 2 tipos de castanheiro - o bravo e o manso - consoante a forma de regeneração e o tipo de exploração que se pretende. A um povoamento de castanheiros mansos, vocacionados para produzir castanhas, dá-se o nome de "souto" e a um povoamento vocacionado para produzir madeira, dá-se frequentemente o nome de "castiçal".


Folhas:  As suas folhas têm entre 10 a 20 centímetros, são dentadas, mais claras na página inferior e translúcidas quando trespassadas pela luz solar.
Fruto: a partir dos 8, 10 anos de idade, o castanheiro já dá fruto, no entanto só depois dos 20 é que a frutificação passa a ser um fenómeno regular. A sua produção mantém-se elevada mesmo quando já está em idade avançada (o que significa 600 anos de idade ou mais). pode chegar aos 30 a 40 metros de diâmetro.



Localização: Em Portugal continental, o castanheiro está espalhado um pouco por todo o país, muito embora se tenha assistido durante este século a uma clara diminuição da área ocupada por esta espécie. Hoje em dia, a sua presença mais significativa verifica-se na região a norte do Tejo. É essencialmente em zonas com altitudes superiores a 500 metros e com baixas temperaturas no inverno, que esta árvore encontra as condições necessárias para o seu desenvolvimento. Em Portugal, a área total de castanheiro ronda presentemente os 35 mil hectares.





Usos: Desde tempos imemoriais que a castanha é um produto de base na alimentação dos homens e dos animais, sendo confeccionada de todas as formas possíveis - crua, cozida, assada, em doces, em sopas, e como guarnição de alguns pratos. Também a madeira do castanheiro é muito importante a níveis económicos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sobreiro

Sobreiro

GERAL:
Árvore de porte mediano que pode atingir 20 m de altura com copa ampla e pouco densa. O tronco tortuoso é ramificado em grossas pernadas e revestido por casca acinzentada, a cortiça. Não vai além dos 500 m de altitude. Vive cerca de 300 anos.  




FOLHAS: Ovadas, alternas, simples; com 2 a 10cm de comprimento, verde-escuras,  cinzento-tomentosas (tem uma cobertura de finos pelos brancos) na inferior, persistentes.
FLORES: Floração de Abril a Junho e parcialmente no Outono. As flores masculinas no extremo dos raminhos do ano anteriores e as femininas na parte superior do raminho do ano, ambos em amentilhos verde-amarelado.
FRUTOS: A bolota, oval, comprido com ponta coberta de veludilho, atinge a maturação no Outono, evoluindo de verde a castanho-avermelhada na maturação, com uma cúpula coberta de escamas triangulares, curtas e imbrincadas. Frutifica desde os primeiros anos.

GOMOS: Globulosos e pequenos, cobertos de escamas tomentosas.
CASCA: Ritidoma suberoso grosso e gretado - Cortiça - tornando-se liso e amarelado ou avermelhado nos troncos descortiçados.
ECOLOGIA: É chamada uma "árvore de plena luz". Tolera climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, aprecia no entanto um teor médio de humidade do ar e do húmus, suportando mal as geadas; desenvolve-se bem em todos os solos de textura leve a média e pH ácido ou neutro, mas evita os calcários.
DISTRIBUIÇÃO:
Originária do Oeste da Região Mediterrânica: Portugal, Espanha, França, Itália, Argélia e Marrocos. É uma árvore comum em todo o País, com grande frequência a sul do Tejo onde surge na forma de montados, e esporádica no Norte. Ocupa extensos povoamentos, na parte Oeste do Alentejo, bacia do Tejo e Terra-Quente de Trás-os-Montes. Está frequentemente associada à azinheira e ao carvalho cerquinho, mas também existe em matas estremes (onde só habita uma espécie) - montados de sobro. Os "montados de sobro", como "os montados de azinho" encontram-se geralmente em associação com uma outra cultura ou pastagem. Existe também em povoamentos mistos com azinheiras.

UTILIZAÇÃO: Muito importante pelo valor comercial da cortiça. Oferece uma boa protecção dos solos e é um precioso aliado na luta contra os incêndios, devido à sua fraca cobertura subarbustiva.
OBSERVAÇÕES: Em termos ecológicos a cortiça apresenta uma importância muito grande, já que por um lado protege a árvore do fogo e por outro serve de abrigo a inúmeros animais, sobretudo insectos e plantas: musgos, líquenes e até algas microscópicas.

Para além da cortiça, os montados de sobreiro têm um grande valor económico: a glande, alimento do gado suíno, a madeira e a lenha, para queimar directamente ou fazer carvão, por fim, o entrecasco de onde se extraem os taninos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A explicação do logotipo do ano internacional das florestas


"O logótipo do Ano Internacional das Florestas foi desenhado para transmitir a mensagem “Forests for people” / Floresta para todos. Os elementos iconográficos simbolizam o papel central das pessoas na gestão, conservação e desenvolvimento sustentado de todos os tipos de floresta e representam alguns dos benefícios proporcionados pelas florestas, numa perspectiva de 360o: as florestas dão abrigo, e alimento às populações, são repositório de biodiversidade, habitat de flora e fauna, e contribuem para a qualidade da água, para a amenidade do clima e para o ambiente."